sábado, 2 de abril de 2011

Corre!Corre!


É, aqui. ta vendo? O quanto a felicidade é subjetiva? Esta me vendo? Estou te vendo! Talvez não esteja me vendo agora. Aqui! Engolfado nesse caos. Longínquo... Das águas que correm e cobrem tudo mais, nada sei... Nada sei de nada que andei, falei, pensei... E tudo mais! Como estão todas aquelas pessoas que se foram para nunca mais voltar?! Onde estão as pessoas que virão para nos ajudar? Eu, eu nada!!Você!! Claro que foi você! A culpa jamais seria minha por tudo que acontece... Paz! Só isso, será que é pedir muito? Pronto! Pode ir agora... esta livre desse babel construído por mim... Como pode não querer sair correndo antes que eu arranque seu coração pra mim?!!! Ou será que ja o fiz e nem percebi??... Influências, não escute as influências, não querem o seu bem, meu bem. Corre! Corre! Vá atrás da sua felicidade, porque te juro que ela é diferente da minha! Todo mundo passa, olha, olha, muda de lado, olha, pergunta, passa de novo e volta... Claro!! Todos querem saber o que é a tal da felicidade! Pronto, acabo de rir agora e me perguntam porque... Lógico! Todos querem essa tal felicidade! Risos e mais risos para provocar!!! Eu me divirto muitíssimo assim! O que eles não sabem e jamais saberão é que de tão subjetiva, chega a ser tênue e imperceptível! Cuidado! É tão mais simples, não complique, siga-me... Beba agora aquele seu velho Prozac e seja feliz assim se preferir... Que eu vou correr por ai... e ser da minha maneira..
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(Valéria Lima)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vinicius de Moraes....


Acho que diz alguma coisa sobre mim... que eu nem sei bem o que é... sei lá!


Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.